É inadmissível a forma que a corrupção dentro dos órgãos públicos no Brasil é tratada de maneira tão simples. Levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que apenas nos primeiros seis meses deste ano o governo federal já excluiu 201 funcionários públicos que tiveram comprovado seu envolvimento com irregularidades.
No ano passado essa média ficou em 1,1 demissão por dia, a previsão é que essa média cresça ainda mais no País.
As demissões se tornam um ponto favorável, já que estamos tirando as "laranjas podres" das instituições públicas. Mas o grande problema, é que, esse mal funcionário deveria ficar com a ficha suja, já que cometeu delitos contra os cofres públicos (dinheiro dos cidadãos honestos).
Pelo levantamento feito, de janeiro de 2003 até junho deste ano, já foram expulsos do serviço público 2.599 funcionários. Desses, 655 eram ligados à Previdência Social (25,2% do total de punições).
Essa guerra travada entre Previdência Social e trabalhadores não é de hoje. O maior escândalo em proporções na mídia e em montande desviado foi o golpe aplicado por Jorgina de Freitas. A ex-advogada brasileira, procuradora previdenciária, organizou um esquema de desvio de verbas de aposentadorias que, descoberto, ficou conhecido como "Caso Jorgina de Freitas".
O total da fraude chegaria de R$ 500 milhões, mais de 50% de toda a arrecadação do INSS à época, a R$ 1,2 bilhão. Foi condenada a 14 anos de prisão em 1992.
Me envergonha saber que o aposentado Brasileiro ganhA tão pouco (exceto servidores, em sua maioria, que deixam o serviço recebendo 100% do salário em aposentadoria), e ainda se permita tantos golpes para enfraquecer o bolso do brasileiro. Sim, do brasileiro, pois o trabalhador, principalmente o assalariado do setor privado que pode ganhar 7 mil por mês, mas ao se aposentar malmente seus ganhos chegam a R$ 2.000,00 por mês.